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"Presidente não se deixa instrumentalizar"
O primeiro-ministro afirmou hoje, em entrevista à RTP 1, que não acredita que o Presidente da República se "deixe instrumentalizar pela oposição",negando a existência de uma crise institucional.
"Se a oposição acha que pode aproveitar ou tentar instrumentalizar o Presidente da República para as suas posições, julga mal. Faço a justiça de pensar que o senhor Presidente da República não se envolve nem se deixa envolver no clima de pré-campanha eleitoral que já estamos a viver", declarou José Sócrates.
Esta foi, aliás, uma ideia vincada durante os primeiros 15 minutos de entrevista do primeiro-ministro à RTP. "Se a oposição acha que vai transformar o Presidente da República no rosto da oposição está muito enganada. Na política cada um tem de pedalar a sua própria bicicleta", insistiu.
Confrontado com as advertências de Cavaco Silva em relação aos grandes investimentos públicos, José Sócrates considerou "abusivas" as interpretações que sustentam que essas palavras se dirigiram ao seu Governo.
"Quando há divergência entre mim e o senhor Presidente da República, essas divergências são transparentes. Já divergi sobre o Estatuto dos Açores, na lei do divórcio e na lei da paridade, e sempre foi assumido por ambas as partes como normal em democracia e com respeito institucional", começou por argumentar o primeiro-ministro.
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